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Conhecimento é libertador


Tem uma frase que minha mãe costumava nos dizer quando pequenos que dizia mais ou menos assim “As pessoas podem querer tirar tudo de vocês, mas tem algo que elas jamais conseguirão porque é único de cada um: o conhecimento.” Essa mensagem, mesmo que durante um tempo não fizesse muito sentido, começou a ter um significado muito forte, não apenas sobre a minha vida pessoal, mas sobre a forma como hoje eu encaro o mundo.

Naquela época confesso que talvez pela imaturidade e pouca idade a minha compreensão sobre essa frase era bastante rasa. Na verdade, eu a entendia em partes, isso porque, como uma pessoa que via os sacrifícios feitos pelos meus pais, sabia que a única solução para que a nossa situação financeira mudasse era estudar. E para mim, essa percepção se tornava ainda mais automática por observar que dentro de casa o estudo, independente de qualquer coisa, era essencial. Não se admitiam notas baixas ou comportamento inadequado na escola, embora, em alguns momentos, minha língua afiada estivesse pronta para dar algumas respostas mais atravessadas. Enfim, assim como qualquer criança ou adolescente eu procurava viver o momento, mas sempre muito preocupado com aquele tal “conhecimento” que tanto minha mãe comentava.

Pouco tempo depois, já finalizando a faculdade e tendo a oportunidade de trabalhar em escolas de realidades diferentes, a ficha sobre aquela antiga frase começou a cair. “Ah, então era sobre isso.” Sim. É sobre o quanto o conhecimento é libertador, poderoso e empoderador. Quanto mais conhecemos (embora muitas vezes nos cause um cansaço e, por vezes, choro) mais nos transformamos. Quanto mais nos transformamos, mais também podemos transformar os outros que estão ao nosso redor. E quanto mais transformamos quem está ao nosso redor, mais o mundo se modifica. Mesmo que as sementes sejam poucas (e acreditem, elas são) e germinem muito devagar, um dia elas aparecerão, porque o conhecimento é, sobretudo, cativador.

Aos que chegaram até o final deste texto e estão pensando “nossa, o Gustavo já começou o ano zen” estão muito enganados. Comecei o ano extremamente atucanado, mas refletindo. Refletindo sobre o meu papel não apenas como professor, mas como ser humano e pensando em como, em 2022, vou fazer valer a pena este conhecimento que recebi da minha mãe.

 
 
 

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