Empatia é, também, posicionar-se diante das desigualdades
- gustavorodrigues937
- 21 de fev. de 2022
- 2 min de leitura

Existem algumas regras básicas que deveriam ser disseminadas quando o assunto é viver em sociedade, mas que dificilmente as pessoas aceitam com facilidade. Entre elas, a que mais deveria ser levada em consideração é colocar -se no lugar do outro.
Quando finalmente compreendemos que a convivência humana é um eterno saber ter empatia pelo próximo e aceitar as suas dores sem questioná-las, chegamos a um ponto crucial sobre o que é ser uma sociedade. De acordo com o dicionário, empatia significa forma de identificação intelectual ou afetiva de um sujeito por uma pessoa, uma ideia ou uma coisa. O sujeito empático será aquele, portanto, que se organizará internamente para entender e se identificar diretamente com aquilo que não faz parte de si, mas, independente do que for, estará aberto para o novo.
Por consequência, a partir do momento em que nos colocamos no lugar das outras pessoas, também começamos a combater, junto a elas, os problemas sociais pelos quais elas passam. Isso porque, entendemos que as feridas criadas por uma sociedade estritamente racista, machista, homofóbica e tantas outras questões ainda em pauta, são fruto de muitas submissões e negações daqueles que nunca se posicionaram. Por isso, ter empatia pelas chagas abertas de nossos pares também inclui posicionar-se contra tudo aquilo que os afeta, que os machuca e os aprisiona. Até porque não existe a possibilidade de termos uma sociedade livre, através do aprisionamento de outras pessoas.
A ação de se colocar no lugar de alguém, no entanto, exige não apenas coragem, mas amor. Um amor que nada tem a ver com aquele relacionado ao romântico e sim, um amor ao ser humano e a sua existência. Para tanto, acredito que ainda temos uma grande jornada no caminho. A gente só precisa ter, além de empatia, paciência.




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